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Publicitário aborda transparência e comunicação dos Legislativos
10.06.2022
Redação

“#HashtagConecta: Transparência, Plataformas e Desafios Comunicacionais dos Legislativos do Século XXI” foi o tema da primeira palestra desta sexta-feira (10), último dia do 1º Encontro Paraibano de Câmaras Municipais, promovido pela Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Láuriston Pinheiro, publicitário e gestor de projetos da empresa TC Comunicação e Marketing que ministrou a palestra, afirmou que devemos considerar a importância do tema, tendo em vista que o vereador é o agente político mais próximo à população. Ele acredita que tratar de transparência, plataformas e comunicação é pensar na potencialização dessa atuação.

“No sentido cotidiano, todos nós sabemos o que é transparência. Sabemos porque um copo é transparente, mas a transparência na dimensão publicitária é muito mais que tornar público um decreto ou uma lei, vai muito além também do conceito de compliance”, explicou. Segundo Láuriston, o termo “transparência” foi trabalhado ao longo dos anos e, hoje, se apoia em dois pilares: visibilidade e inferência. E, para que ela seja efetiva, a partir dessa base, deve oferecer um tripé composto pelo acesso à informação, participação popular e a motivação: “Ela tem que oferecer o acesso à informação, legítima, clara, inteligível e de fácil acesso. É essencial que essa informação traga um engajamento da população e do Poder Legislativo. É necessário que essa transparência venha junto à motivação, à sua intenção de transparecer o que move aquela medida”.

O publicitário também destacou que, ao estabelecer qualquer estratégia de conteúdo, não se pode esquecer, também, que o cidadão é “omnichannel”, ou seja, multicanal. “Ele consome todos os meios de comunicação e a sua dieta de informação não se restringe nem a redes sociais e nem veículos offline somente. (…) A multicanalidade incorpora espaço físico, contato físico, então o cidadão ‘omnichannel’ tem que ser levado em consideração na construção do conteúdo”, salientou.

Um estudo de 2015 – produzido por dois professores de Santa Catarina  – avaliou o cumprimento das exigências da lei de acesso à informação nos portais de transparência e verificou que, de 50 municípios, quatro atendiam totalmente, 43 parcialmente, e três não atendiam nenhuma das exigências. Ao citar esses dados, Láuriston enfatizou: “O portal da transparência ou qualquer outra ação de produção de conteúdo deve ser assimilado e compreendido pelo público. Comunicação não é aquilo que você diz. É aquilo que o outro entende”.

Uma visão geral de produção de conteúdo oferecida pelo publicitário para que se cumpra a função de publicização de tudo o que compete à Câmara Legislativa é fazer uma auditoria, analisar e criar estratégias de conteúdo.

Por fim, Láuriston explicou como a transparência pode deixar de ser um termo obscuro e se tornar uma alavanca de mudança no país: “O desafio é exatamente essa dimensão de criar um círculo virtuoso do Legislativo, em que quem está de fora vê o que está dentro e quem está dentro vê o que está fora. Uma relação transparente que vai além da objetividade, que vai além da informação clara e simples colocada na porta. (…) O Legislativo como parte integrante desse processo histórico não basta se informar numa tela, mas, criar essa relação com a sociedade para que se tenha um novo equilíbrio entre o Legislativo e a cidade que fazemos parte”.

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