João Pessoa, 21 de outubro de 2026
Líder do Governo afirma que ninguém celebra, mas que realidade impôs aumento de passagens
03.03.2022
Redação

“Ninguém celebra aumento de tarifa de ônibus, não é desejo do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (CMMU) aprovar aumento de tarifa. Mas, a gente não pode ir contra a realidade. Ser contra só por ser contra não é um posicionamento sensato”, afirmou o vereador líder da bancada de situação na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Bruno Farias (Cidadania), na sessão desta quinta-feira (3), sobre o reajuste de R$ 0,25 implementado nas passagens de transporte público urbano da Capital, neste último sábado (26). O valor foi de R$ 4,15 para R$ 4,40 a partir do último dia 26.

Para o parlamentar, não é possível relevar acontecimentos que contribuíram para o aumento das tarifas das passagens de ônibus. “Como não enxergar um aumento de 48% do litro do óleo diesel, insumo mais importante da atividade de transporte público? Como não enxergar que essas empresas passaram 116 dias paradas sem a possibilidade de exercerem suas atividades? As portas foram fechadas pelo que corresponde a um terço do ano”, elencou Bruno Farias, enfatizando o aumento de R$ 1,25 no preço do óleo diesel no período.

O vereador lembrou que empresas de transporte coletivo, em um passado não distante, foram à falência e que a situação não pode se repetir, “sob pena de sermos cúmplices de fechamento de empresas e demissão de funcionários”, afirmou. Para ele, o aumento da tarifa “fere e maltrata, mas virar as costas para o que está acontecendo não é uma atitude razoável”, defendeu.

Segundo Bruno Farias, a legislação brasileira protege os contratos administrativos e prevê um equilíbrio econômico e financeiro desses contratos, portanto o reajuste é necessário para que “não haja descompasso no serviço e para que a atividade não seja prestada de maneira ineficiente”, afirmou destacando que não é isso que a sociedade quer na concessão desse importante serviço público.

O parlamentar ainda citou acordo coletivo das empresas que aumentou em 6% os gastos com a folha salarial; e a ‘uberização’ dos serviços de transporte coletivo. “Houve uma queda de 40% no número de passageiros. As pessoas estão preferindo pegar transportes por aplicativos. Essa é uma realidade que deve ser posta e a gente não pode esconder”, declarou, salientando que a proposta para reajuste da tarifa para R$ 4,50 não foi aceita pelo conselho, que apresentou uma contraproposta de R$ 4,40.

De acordo com o vereador, o aumento na tarifa correspondeu a 6%, número menor do que a inflação. Ele lembrou ainda que as empresas se comprometeram em aumentar o número de viagens e de veículos circulando; ampliar a atuação noturna até às 22h e nos finais de semana, especialmente nos domingos; além de promover a renovação da frota, com a diminuição da idade média dos veículos de nove para seis anos.

“Temos que cobrar mais linhas e a contrapartida vai nesse sentido: de aumentar o conforto e comodidade dos passageiros. É preciso que o bom senso nos conduza. Não podemos tapar o sol com a peneira. Temos que ter equilíbrio e sensatez nesse momento de gravidade. Ninguém está comemorando aumento de tarifa, mas a realidade dos fatos é essa, e a gente não pode viver com quebradeira de empresas e demissão de trabalhadores”, afirmou.

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