Rebeca Sodré (União Brasil) se posicionou sobre a decisão do Tribunal de Justiça que considerou inconstitucional a leitura do texto bíblico no início dos trabalhos
Diversos vereadores se posicionaram sobre a decisão do Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que julgou inconstitucional o dispositivo do Regimento Interno (RI) da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) que instituiu a leitura de texto bíblico no início das sessões. A vereadora Rebeca Sodré foi uma que, na manhã de hoje se posicionou contra a decisão. Na tribuna da Casa, a parlamentar defendeu sua liberdade para professar sua fé.
“Hoje cedo estive aqui na missa porque essa é a fé que eu acredito e professo. E esta Casa, jamais, como a casa da democracia, pode ser impedida de permitir que vivamos a nossa fé. Não poderia deixar de falar sobre essa decisão, que pelo que eu vi ainda não foi publicada. O procurador desta Casa, doutor Rodrigo Farias ainda não foi notificado dessa decisão. Essa decisão, importante que se diga, ela só declara inconstitucional a obrigatoriedade da leitura do texto bíblico. O que quer dizer que nós podemos sim ler o texto bíblico. Ela só diz que não pode ser obrigatório. Nós enquanto parlamentares, enquanto indivíduos, enquanto seres humanos de livre e espontânea vontade podemos sim fazer a leitura como foi feito hoje e como deve ser feito todos os dias. Senão, no momento da abertura, então no momento de nossas falas”, defendeu.
A vereadora defendeu a liberdade de falar no que acredita e destacou que os parlamentares sempre defendem o direito da população de forma geral e devem defender a fé e o cristianismo. Segundo ela, o cristianismo vem sendo perseguido todos os dias e os cristãos não podem fugir da responsabilidade de falar da palavra de Deus. “Se estamos aqui hoje é por permissão de Deus. Se estamos aqui hoje discutindo as temáticas importantes para a população é porque Deus permitiu. Para mim isso não é um mandato, é uma missão. Estou aqui porque Deus é o centro da minha vida. É preciso que a gente fale, que não se cale. Não nos calamos diante de outras arbitrariedades, como vãos nos calar diante de uma decisão dessa? Uma decisão que eu acredito que seja equivocada e que esta Casa vá recorrer. Não podemos enquanto cristão nos calar”, asseverou.
Em aparte os vereadores Luiz da Padaria (PMB), Carlão (PL) e Coronel Sobreira (MDB) corroboraram com as palavras da vereadora. Já a vereadora Cris Frutado (PSB) anunciou que vai agendar uma sessão especial com as pessoas que compõem o Fórum da Intolerância Religiosa. “Então esta Casa terá a oportunidade de debater com representantes de diversas religiões acerca dessa intolerância, não só em espaços públicos, mas no dia a dia. As pessoas precisam entender que nós vivemos em um Estado Democrático em que apesar de ser laico todas as manifestações religiosas são permitidas, as religiões cristãs, as religiões de matriz africana, em todas as religiões. Desejo que a maioria dos integrantes dessa Casa venha debater com agente esse tema”, ensejou.
Vereadora convida a população a participar de sessão sobre o suicídio
Ainda durante seu pronunciamento a vereadora Rebeca Sodré anunciou que vai realizar uma sessão especial na sexta-feira (30), às 9h, para debater, no Plenário da CMJP, o tema ‘Setembro Amarelo’, mês dedicado à prevenção ao suicídio. “Convido a todos a participar dessa sessão que vai discutir a 4ª causa de morte entre os jovens entre 15 a 29 anos. Vamos falar desse tema de saúde mental. Esse problema acomete toda a nossa sociedade”, ressaltou.