João Pessoa, 30 de maio de 2026
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Vereador pede reajustes na tabela do imposto de renda e no Simples Nacional
10.11.2022
Redação

Rinaldo Maranhão (SD) também comemorou avanços no desenvolvimento da capital paraibana

Nesta quinta-feira (10), o vereador Rinaldo Maranhão (SD) registrou, na tribuna, importantes avanços que a Prefeitura Municipal de João Pessoa tem obtido com a volta do Programa “Pão e Leite”, trabalhos de urbanização e infraestrutura, além da abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na capital, que, segundo disse, proporciona mais espaço para debater o crescimento da cidade. “Eu sonho que João Pessoa seja, um dia, a capital do serviço, do turismo, da tecnologia. Indústrias que não geram poluição, mas, muito desenvolvimento econômico. Defender essas bandeiras talvez não gere popularidade, mas é lidar com o que há de mais crucial para o cidadão”, afirmou.

Para o parlamentar, o melhor programa social que o setor público pode oferecer é a oportunidade de trabalhar: “Nós trabalhamos, geramos renda, desenvolvimento e, com isso, a gente consegue cuidar da família e dar passos importantes no dia a dia”. Ele salientou, portanto, que o que se deve buscar na Casa do Povo é o cenário ideal para se empreender e desenvolver a economia.

Rinaldo, então, pediu que os brasileiros que discordam e protestam por divergências de pensamentos com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), olhem para o Brasil e busquem construir um cenário de estabilidade, debatendo articuladamente no parlamento, por exemplo. “A direita precisa reavaliar e entender que, se precisa combater o próximo governo, deve ser combater no campo das ideias com as armas legais, especialmente no parlamento. Onde é que está a articulação daqueles que estão trancando rodovias para eleger o próximo presidente da Câmara? Acho que é importante pensar as pautas que o empreendedor, o conservador, defende, que vão para a Câmara Federal. É lá que a gente precisa fazer esse debate mais amplo. Isso não vai se resolver nas redes sociais, no grito ou nas falácias. É preciso olhar para a política com mais maturidade”, avaliou.

Ele também chamou a atenção para a necessidade de reajustes na tabela do Imposto de Renda e do Simples Nacional. “Temos que olhar para a tabela do imposto de renda, que desde 2015 não tem recomposição. Tanto o presidente Bolsonaro quanto Lula, prometeram em campanha rever essa situação. Isso consome a renda do brasileiro”. Ele argumentou que não ajustar a tabela do Imposto de Renda seria tirar dinheiro do comércio e da economia. “O Microempreendedor Individual (MEI), hoje, está numa tabelinha em que ele só é considerado MEI se trabalhar com R$ 81 mil anual. (…) Qual é o cidadão que comercializa, trabalha com venda de confecção e fica limitado a um faturamento de pouco mais de R$ 6 mil por mês? Isso não é lucro, é faturamento”. Segundo relatou, há um projeto em tramitação na Câmara Federal.

O Simples Nacional foi outro ponto de destaque em seu apelo: “Não sofre reajuste há muitos anos. Hoje, o cidadão que tem um comércio que vende R$ 100 mil por mês paga em torno de 8 a 9% de carga tributária diretamente recolhida no final do mês. Reajustar essa tabela é fomentar a formalidade, o empreendedor, é ampliar a arrecadação, porque acaba ampliando a base de arrecadação”, asseverou.

Ele ainda disse: “Quem defende o trabalhador defende o empreendedor, porque 90% do povo brasileiro não trabalha no setor público, mas, na fábrica, no comércio. É lá que os empregos são gerados. Se a gente desconhecer isso, freia o crescimento do Brasil”. Rinaldo espera que os políticos da Paraíba levantem a voz pelos paraibanos e empreendedores na Câmara Federal. “É assim que se resolve problema. Não sou adepto de fechar rua, porque vi a esquerda fazer isso e a direita não pode entrar no mesmo caminho. Temos que trabalhar no campo das ideias, na legalidade e no bom debate”, reforçou.

O vereador Marcos Henriques contribuiu afirmando acreditar que a equipe econômica formada para o período de transição de governo, composta por André Lara Resende, Pérsio Arida e Guilherme Melo vai aliar desenvolvimento econômico e sensibilidade social. “A lógica que vai ser negociada e aplicada no Brasil é a de dar condição do brasileiro consumir. Um dos pontos mais importantes que é o fortalecimento do salário-mínimo aponta para isso. A política de reindustrialização aponta para isso. E o MEI também vai ser consequência dessa política, porque só existe a empresa para que as pessoas possam consumir dela. Então, esse ciclo virtuoso vai voltar, eu creio. Não posso falar pelo governo. Sou apenas um espectador que vê com otimismo a política econômico que será gestada. O que defendemos é que o trabalhador tenha seu emprego e tenha seus direitos. Acho que é a partir daí que ganha o empreendedor e ganha o trabalhador. Espero que o governo possa apresentar as soluções necessárias para que o país volte a crescer”, acrescentou.

Rinaldo concluiu enfatizando: “Quando a gente reajusta a tabela, evita o crescimento substancial da arrecadação indevida do cidadão. Quero que a gente possa fazer como como fez o prefeito Cícero Lucena, que hoje já comemora mais de três mil imóveis entregues a pessoas de baixa renda com isenção total do ITBI. É esse tipo de política pública que a gente espera que aconteça em breve nacionalmente, que a gente possa reduzir o impacto tributário, porque o governo, na ânsia de arrecadar, prejudica a geração de oportunidade”.

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