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Vereador lamenta insegurança em João Pessoa e na Paraíba
17.02.2022
Redação

O vereador Milanez Neto (PV) usou seu primeiro pronunciamento do ano, na sessão desta quinta-feira (17), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para lamentar a situação da segurança pública da Paraíba e da capital paraibana. Para o parlamentar, é preciso que o Governo do Estado tome providências para solucionar o problema com os policiais militares.

“Tenho vivido os momentos mais difíceis da segurança pública da minha cidade e estado. Estamos vivendo o pânico, o pavor, não tem um cidadão que pare em um sinal sem travar suas portas. É o pânico nas ruas de João Pessoa e nos municípios do nosso estado”, lamentou o parlamentar, salientando que a culpa não é de um governo só, mas de todos os governos que não olharam as polícias como deveriam.

Segundo o vereador, a segurança pública é um tema que tem preocupado a sociedade. “Infelizmente estamos vivendo uma greve branca. Estou aqui mais do que como vereador, como cidadão. Entendo perfeitamente as dificuldades da polícia, pois o governo deveria ter tratado com ela há mais tempo”, afirmou Milanez Neto.

O parlamentar fez apelo ao Governo do Estado, à própria categoria de policiais e aos parlamentares que possam, de forma urgente, trabalhar a fim de encontrar a solução para que João Pessoa e Paraíba voltem a ser tranquilas e seguras. “Hoje vivemos uma total insegurança em todos os locais da paraíba. Fica aqui meu pedido e alerta para que a gente devolva à cidade o que ela sempre teve: segurança pública”, declarou.

Apartes

O vereador Odon Bezerra (Cidadania) afirmou que as reivindicações da categoria são válidas, mas que “não podem extrapolar e deixar que a sociedade pereça”.

Marcos Henriques (PT) afirmou que a categoria precisa ser bem paga, reconhecida e que tenha o efetivo necessário para cumprir bem o trabalho. “É necessário um policial a cada 240 habitantes, temos um a cada 369. Essa diferença mostra uma diminuição que vai faltar em algum lugar”, complementou Marcos Henriques.

O vereador Carlão (Patriota) afirmou que não se pode transferir o problema da segurança pública para os policiais. “Eles não aguentam mais receber R$ 6,80 por uma hora de serviço extra do policial. Os esforços pelo Executivo Estadual não são suficientes, é preciso mais”, exigiu o parlamentar, que foi acompanhado pela vereadora Eliza Virgínia (Progressistas).

“Temos a melhor polícia do Nordeste e o pior salário do Brasil. Mesmo com o suposto aumento, daqui a quatro anos, o militar da ativa vai ganhar muito menos com a incidência do imposto sobre o aumento. Meu total apoio à classe dos militares. Vamos seguir em frente lutando por melhores condições de trabalho”, afirmou Eliza Virgínia.

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