João Pessoa, 19 de abril de 2026
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Vereador denuncia assédio moral na Guarda Civil Metropolitana
06.05.2025
Rebeca Neto
Olenildo Nascimento

Milanez Neto (MDB) pediu dignidade à categoria

Nesta terça-feira (6), o vereador Milanez Neto (MDB) relatou denúncias de assédio moral contra o diretor operacional da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de João Pessoa, Sandro Alex. “A diretoria operacional da Guarda Municipal tem coagido, tem pressionado, tem feito assédio moral contra diversos servidores. São diversos servidores vítimas de assédio moral por parte desse diretor”, afirmou o parlamentar, em pronunciamento na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

“Não dá mais para permanecermos com um diretor operacional que intimida servidores; um diretor operacional que, para assumir a direção, teve que mandar arquivar processo administrativo, porque não tinha condições de assumir o cargo; que já teve, por parte da presidente do sindicato, a solicitação de sua demissão, pela quantidade de denúncias existentes; que o próprio comando da Guarda tem conhecimento de cada caso desse. Os secretários já tiveram conhecimento, participaram de reuniões, inclusive, e disseram que ele não tinha sido demitido, à época, porque era período eleitoral”, explanou.

“Não tenho medo de trazer a verdade, de debater, seja nas redes sociais ou pessoalmente. Quando trazemos a verdade, ela prevalece”, destacou Milanez Neto.

Para o vereador, o salário da categoria também precisa de atenção: “É de conhecimento público que é o pior salário da região metropolitana, o pior de todas as capitais do Brasil. O guarda, hoje, ganha R$ 5 mil, porque incorpora os extras, o auxílio-alimentação. Reconheço que essa foi uma conquista importante do atual governo, porque, no anterior, eram quentinhas de baixa qualidade”.

O parlamentar sugeriu a realização de uma audiência pública para ouvir os servidores da GCM e pediu dignidade para esses profissionais: “A Guarda é muito maior do que esse diretor e precisa ser vista”.

Em aparte, o colega Marcos Henriques (PT) reforçou: “O assédio moral leva a um desdobramento terrível, de depressão, de síndrome do pânico. O assédio moral impede as pessoas de viverem bem. Esses desdobramentos são coisas que não queremos para a Guarda Municipal”. Ele endossou a possibilidade de abertura de uma sindicância para apuração dos fatos.

O líder do Governo, Odon Bezerra (PSB), afirmou que levou à Guarda Metropolitana todas as denúncias relatadas por Milanez. “O salário da Guarda era ínfimo. Hoje, com as vantagens que são concedidas, nenhum guarda recebe menos de R$ 5 mil. Mas, a denúncia é um caso individual. Uma questão individual não pode contaminar o trabalho que vem sendo feito na Guarda. O secretário da Guarda não pode tomar uma providência sem que haja um processo administrativo. Temos que dar à Guarda Municipal a abertura dos procedimentos e buscar a verdade”, argumentou. O vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) ressaltou a proatividade e disposição do líder em encontrar respostas e solucionar a situação.

De acordo com Milanez, já foram feitas inúmeras investigações e o momento é de tomar uma atitude efetiva: “Não tem mais o que polir, tem que agir. Não dá mais para deixar os guardas municipais nessa situação para apurar uma investigação que já aconteceu. É hora de virar a página, de realmente dignificar a Guarda, não só no discurso, mas no atos”.

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