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Queijistas são entrevistadas no Nossa Gente desta semana
11.10.2024
Damião Rodrigues
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As irmãs Verlândia e Rayssa Morais falam sobre a trajetória da família neste ramo e sobre a produção de queijo artesanal pelo Brasil afora

Vai ao ar, na noite desta sexta-feira (11), uma edição inédita do programa ‘Nossa Gente’. Às 19h30, Fuba recebe duas convidadas que vão falar sobre a tradição familiar de produção de queijos artesanais. As irmãs Verlândia e Rayssa Morais falam sobre a trajetória da família neste ramo e sobre a produção de queijo pelo Brasil afora.

Proprietárias da Queijeira 504, junto com seus pais Geraldo Morais e Glorinha Medeiros que tem mais de 80 anos de tradição em produção artesanal de queijo, Varlândia e Rayssa revelam que desde o final da década de 1930 e início dos anos 1940 a rotina familiar gira em torno da produção artesanal de queijos. A prática começou com o avô, Antônio Morais, o Seu Pretinho, que fundou a Queijeira 504, que perdura até hoje, sendo administrada pelos pais e pelas netas após passar por outras gerações.

Da terceira geração que comanda a empresa, Verlândia assumiu o posto em 2015. A produção da Queijeira 504 é oriunda da Fazenda Santana, propriedade fincada na divisa dos municípios de Serra Negra do Norte, no Rio Grande do Norte, e São José de Espinharas, na Paraíba.

No decorrer do episódio, Verlândia explica a diferença na fabricação dos queijos de coalho e de manteiga e destaca que o queijo de coalho é mais rápido para fazer, além de ser o tipo de queijo mais antigo do Brasil. Ela ainda defende que os queijos, quando de boa procedência, são saudáveis. Já Rayssa ressalta que o queijo está no sangue de sua família e que não poderia ficar de fora da tradição. “Meu parto foi pago com queijo. Então, desde que nasci o queijo já estava lá”, confidencia Rayssa.

Ainda durante a entrevista, acontece o momento água na boca, com o apresentador degustando os diversos tipos de queijos produzidos pela queijeira. No mix da produtora há, além do queijo coalho e do queijo de manteiga, coalho frescal, queijos temperados, queijos curados, doce de leite, manteiga de garrafa e manteigas especiais.

A Queijeira 504 já conquistou clientes importantes no mercado gastronômico natalense, como A Cozinharia, Rapadura Hambúrguer Brasileiro, Casa de Taipa, Zeh Cozinha, Casa Nacre, Chocolateria Sandra Maia, fora do Rio Grande do Norte, possui diversos parceiros lojistas espalhados em 13 estados do país, atendendo também todo Brasil com vendas pela internet. Esse trabalho ainda rendeu reconhecimento nacional à Queijeira 504, que já ganhou duas medalhas de bronze no 3º Prêmio Queijo Brasil (2017); três medalhas de bronze e uma de prata no 4° Prêmio Queijo Brasil (2018), uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze no 5º Prêmio Queijo brasil (2019), uma Medalha de bronze no mundial de queijos do Brasil (2019), duas medalhas de prata no 6º Prêmio Queijo Brasil (2022) e duas medalhas de ouro e uma medalha de prata no 7º Prêmio Queijo Brasil. Atualmente, Verlândia Morais é a embaixadora da Comer Queijo Brasil nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Uma característica que atesta a tradição da queijeira é o número 504 marcado em cada queijo. Era assim que o comerciante identificava seus produtos antigamente, ferrando com letra ou número.  O numeral, no caso, tem um motivo singelo: era o dia e mês de nascimento da avó das irmãs, uma homenagem feita por seu avô.  Seu Pretinho tinha sete filhos, dentre eles, só o pai das irmãs topou continuar a produção. Verlândia confessa que inicialmente não tinha interesse no negócio, até que, em uma viagem a Minas Gerais, teve contato com a rica produção de queijo artesanal daquele estado. “Fiquei apaixonada, e depois cai em mim: tinha tudo aquilo na minha terra e na minha família, e não valorizava. Voltei e me integrei logo ao negócio”, destacou.

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