João Pessoa, 13 de julho de 2024
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Poluição do Rio Jaguaribe mais uma vez é tema de pronunciamento na CMJP
21.05.2024
Damião Rodrigues
Olenildo Nascimento

Vereador Carlão (PL) cobrou respostas da Cagepa sobre denúncias de esgotos que deságuam nas margens do rio

A poluição do Rio Jaguaribe com despejo irregular de esgoto foi o principal tema do pronunciamento do vereador Carlão (PL), na tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), na sessão ordinária desta terça-feira (21). O parlamentar cobrou respostas da Companhia de Água e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa) sobre denúncias de esgotos que deságuam nas margens do rio.

“Trago a denúncia sobre despejo irregular de esgoto, apresentada em vídeos divulgados pelo jornalista Allan Kardec, que alega que os poderes públicos constituídos não têm condições nenhuma de proteger o Rio Jaguaribe, que está entregue. Fico assustado quando, quem deveria proteger o rio, o está poluindo. A Cagepa deve prestar informações sobre essa situação. Deveria, no mínimo, mandar fechar aquele esgoto. É estarrecedor termos dutos de esgotos derramados dentro do Rio Jaguaribe”, revelou.

O vereador destacou que o Rio Jaguaribe tem 21 km de extensão, e afirmou que nenhum deles recebe proteção dos poderes públicos. “Estão aumentando o dano ambiental. Esse rio poderia ser usado como meio de transporte e está sendo usado como esgoto a céu aberto e deposito de lixo para a população ribeirinha, contribuindo para poluição das praias por décadas. Os poderes públicos precisam agir com rigor para que a situação não piore. A Cagepa nem emitiu uma nota, nem deu satisfações para a cidade de João pessoa. Outro ponto importante é que a Prefeitura e o Governo do Estado têm, juntos, R$ 23 bilhões de orçamento para resolver o problema e não fazem nada”, asseverou.

“Na Cagepa estão os mais altos salários pagos pelo contribuinte da Paraíba. São salários de 60, 80 mil, quando um juiz de direito ganha em média R$ 35 mil. Com esses salários, seria bom que tivesse gente cuidando do Rio Jaguaribe”, denunciou.

Apartes

O vereador Odon Bezerra (PSB) esclareceu que os salários “aviltantes” dos servidores da Cagepa vêm de 40 anos, sendo salários incorporados por decisões judiciais e em razão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores da Companhia. Já Coronel Sobreira (Novo) e Zezinho Botafogo (PSB) destacaram que os problemas são antigos, mas precisa haver uma ação efetiva para resolvê-los.

O líder da bancada de situação na CMJP, vereador Bruno Farias (Avante), enfatizou que a cidade está unida contra a poluição das praias e rios. “Preciso enfatizar o trabalho desempenhado na Cagepa, sobretudo na gestão de Marcos Vinícius, um gestor qualificadíssimo, com responsabilidade e consciência social. Também saio em defesa do corpo técnico da Cagepa. Os seus engenheiros recebem uma remuneração justa, digna e dentro da lei. Não há ilegalidade, nem imoralidade. São homens que dedicaram 10, 20, 30 anos de suas vidas para que a Paraíba tenha água e saneamento básico nas cidades. A Cagepa é uma empresa enxuta e limpa, que cumpre seu papel com o povo paraibano”, defendeu Bruno Farias.

Carlão rebateu a fala de Bruno Farias alegando que ninguém deveria ganhar mais do que um juiz do Supremo Tribunal Federal. “Não tenho que me solidarizar com os servidores da Cagepa, tenho que me solidarizar com o povo que sofre com rios e praias poluídas”, finalizou.   

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