João Pessoa, 21 de julho de 2024
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Parlamentar pede mais discussões sobre Plano Diretor de João Pessoa
08.08.2023
Secom CMJP
Olenildo Nascimento

Milanez Neto (PV) também prestou contas de movimentações para tratar da “cracolândia de Tambaú”

Na sessão ordinária desta terça-feira (8), o vereador Milanez Neto (PV) fez uso de seu tempo na tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para expor sua preocupação quanto à discussão do Plano Diretor da Capital. “O que tem me preocupado muito é exatamente a mobilidade urbana”, enfatizou o parlamentar.

“Tive o cuidado de procurar o ex-vereador de São Paulo, arquiteto e urbanista, Nabil Bonduki e o ex-ministro José Eduardo Cardozo, para entregar o Plano Diretor de João Pessoa e fazer alguns rascunhos. Inclusive, estou convidando o ex-vereador Nabil para vir a esta Casa para discutir conosco os principais pontos do nosso Plano Diretor”, relatou Milanez. Ele retomou três exemplos que já havia apresentado acerca da mobilidade urbana em audiências públicas do Plano: as Ruas Cardoso Vieira e Josefa Taveira, e a Avenida Presidente Epitácio Pessoa, cujo comércio, segundo ele, teve uma queda após implantação de faixas exclusivas para ônibus. “Não adianta discutir obras, transporte, sem discutir tudo de forma conjunta. Precisamos primeiro compreender o que é um Plano Diretor, o impacto, a duração dele e a importância de discuti-lo de forma organizada, e não isolada”, pontuou.

“Quando procurei alguém que conhecesse melhor do que eu foi justamente para não cometer nenhum equívoco, porque, até para errar, tem que ser tentando acertar. Esse cuidado, eu estou tendo em relação ao nosso Plano. Acredito que não teremos pressa para aprová-lo, porque já está há quase um ano sendo discutido, e eu quero ver se até o dia 20 de agosto a gente pode trazer o colega Nabil para discutir sugestões que ele está estudando, até porque no Plano Diretor de São Paulo, 90% da discussão foi sobre mobilidade urbana e a gente não pode deixar que em João Pessoa aconteça como em São Paulo”, ressaltou Milanez.

Sobre o Plano Diretor, o colega parlamentar Marcos Henriques acrescentou: “Os documentos que a gente necessita para fazer uma avaliação e saber de todo o zoneamento não estão disponíveis. Como vamos apresentar emendas desse jeito? Precisamos dessa documentação para contribuir. Precisamos discutir mais com os comerciantes, com as pessoas que habitam aqui, no Centro, porque será um grande desafio ajudarmos os governos estadual e municipal fazerem com que ele volte a ter vida”. Ele também lembrou: “Muitos centros, por causa da pandemia, não conseguiram reabrir e nós temos que dizer à gestão que um recomeço é necessário e preciso. E pra isso é importante que a CMJP possa apresentar alternativas no dia a dia e também no Plano Diretor”. Milanez respondeu que seu mandato não votará o Plano sem que haja documentação necessária para tal.

Movimentações para tratar da “cracolândia de Tambaú”

Em pronunciamento, Milanez Neto ainda relatou visitas ao Comando Geral da Polícia Militar, à Secretaria de Desenvolvimento Social e ao padre Egidio, a fim de pensar em uma solução para a “cracolândia de Tambaú”. Ele disse que também quer se encontrar com procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Antônio Hortêncio, para conduzir a discussão. “A gente vem tratando esse tema há aproximadamente um ano e a cada dia que passa só vemos o agravamento daquela região. Infelizmente, não estamos conseguindo ainda sair do discurso para a prática”, disse.

O Coronel Sobreira (MDB) afirmou que todos os prefeitos do Brasil deveriam conhecer a cracolândia de São Paulo a fim de não permitir que algo semelhante aconteça nas demais cidades. “Não é fácil para um governo do estado ou prefeitura resolverem isso. Não é um problema simples”. E pediu que representantes federais, deputados e senadores, trabalhassem o tema através da legislação.

Já a vereadora Eliza Virgínia (PP) comentou: “Conversando com algumas pessoas que usam aquele espaço, disseram que um dos motivos que levam à perseverança deles naqueles locais é que são alimentados, não só com o crack, cocaína, mas com comida. A gente tem que saber até que ponto esse gesto está piorando a vida dessas pessoas? Precisa haver uma reunião para ver como podemos trabalhar. Temos que ajudar as pessoas, sim, mas também temos que tirá-las do tráfico”.

Milanez, então, concluiu: “A gente consegue vencer esse problema se tiver vontade política, coragem e se a sociedade estiver do nosso lado”.

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