O vereador Marcos Henriques (PT) criticou a gestão da Saúde pela atual Administração Municipal de João Pessoa. Segundo o vereador, faltam materiais em várias unidades de saúde da Capital, impedindo o regular funcionamento e atendimento da população. Marcos Henriques foi o primeiro orador na sessão desta terça-feira (17), da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).
“Não estou aqui para criticar ou deixar de dar reconhecimento. Não posso deixar de tirar o radar a respeito da necessidade da população em ter insumos nas farmácias, material e anestesia para cirurgias. Pessoas que estão entre a vida e a morte podem perder a vida. Isso é coisa séria”, afirmou Marcos Henriques.
Segundo o parlamentar, a Unidade de Saúde da Família Ipiranga, localizada no Planalto Boa Esperança, não possui portas e os médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Bancários abandonaram o local por falta de materiais. “Defendo as pessoas que precisam do Sistema Único de Saúde. O que faço não é crítica por crítica, é uma constatação para que a prefeitura tome uma providência”, enfatizou.
Cobrança indevida
O parlamentar ainda pediu explicações sobre uma possível cobrança indevida de honorários advocatícios pela Prefeitura da Capital em programa de incentivo para a regularização de débitos de tributos, preços públicos, multas e outras receitas públicas devidas ao Município. “Quando você faz um acordo para pagar o IPTU, parte-se do pressuposto de que o inadimplente está em dificuldades financeiras. A prefeitura entra com o abatimento em cima dos juros e multas, mas, em contrapartida, cobra 10% de honorários em cima do montante. As pessoas vão ter mais dificuldades em aderir a esse acordo”, explicou.
Combate ao Nepotismo
Marcos Henriques ainda convidou a população para acompanhar, nesta sexta-feira (20), o lançamento da campanha “Não ao Nepotismo”, que consiste na coleta de assinaturas de 1% da população de João Pessoa para a criação de uma ação popular contra o nepotismo na Capital. “Essa campanha vai deixar um legado para a cidade, a fim de que nenhum prefeito, de nenhum partido, seja de direita ou de esquerda, possa nomear seu irmão, filha, esposa, cunhada ou prima”, afirmou o vereador, salientando que o projeto não vai obrigar a realização de concursos públicos, apenas vedar a contratação de parentes de 1º ou 2º grau do chefe do executivo.