Uma sessão solene realizada na tarde desta quarta-feira, 21, na Câmara Municipal de João Pessoa, marcou a entrega do título de cidadania pessoense à missionária Eva Rego Nóbrega, presidente do Instituto Bíblico Betel Brasileiro. A propositura foi do vereador Durval Ferreira (PL) e a sessão foi prestigiada pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), além dos pastores Edmundo Jordão e Glícia Almeida, ex-presidentes do IBBB, entre outras autoridades políticas e religiosas.
“Observando os personagens femininos na Bíblia vamos perceber quão preciosa é a mulher para Deus. Eva, a primícia da criação, feita pelas mãos do próprio Deus; Ana, mulher de oração poderosa; Ruth, o exemplo da fidelidade; Ester, disposta a se sacrificar pelo seu povo; e Maria que abriu mão de seu corpo e de seu conceito perante a sociedade da época para ser mãe de Jesus. A história dos prodígios femininos não parou por aí. Tivemos Madre Teresa de Calcutá, com sua vida dedicada aos desvalidos e ganhadora do prêmio Nobel da Paz. Muitas mulheres deram muitos exemplos. Hoje, a Casa Napoleão Laureano tem a honra e a alegria de reconhecer o trabalho de mais uma mulher que sempre esteve pronta para a consagração a Deus e a trabalhar para a edificação de seu reino através da Educação”, declarou Durval Ferreira.

“Essa é uma justa homenagem à missionária Eva Rego Nóbrega. O Betel tem uma história de identidade com o estado da Paraíba. Essa homenagem é a cara de João Pessoa que acolhe quem vem para cá, como me acolheu como caboclinho do sertão. Eu lhe dou as boas vindas como seu conterrâneo e lhe parabenizo por seu belo trabalho nas ações educativas e evangelizadoras”, disse o prefeito Cícero Lucena.
A homenageada agradeceu a honraria e lembrou sua origem sertaneja de um vilarejo Mucambo, na zona rural de Pastos Bons, no Maranhão. “Tínhamos água na cacimba e a lâmpada era a lamparina. Minha mãe teve nove filhos, três com retardo mental. Eu fui a sétima a nascer. Meu pai saiu de lá e fomos para a cidade mais próxima transportados num jacá [caçuá] em um jumento para que pudéssemos estudar. Todos nos formamos, até os que tinham déficit mental”, lembrou. Eva contou que em 1983 “conheceu” Deus num momento em que enfrentava uma crise existencial, sem encontrar sentido na vida. “Minha vida foi revolucionada por Deus. Meu pai soube que eu tinha virado crente e achou um desperdício. Ele me levou de volta ao interior para trabalhar na lavoura como punição. Mas, meu pai se converteu assim como minha família. Em 1989 eu conheci o Betel Brasileiro porque queria servir a Deus com qualidade. Fui chamada a voltar em Brasília para um trabalho que demoraria um ano. Demorou 28 anos. Voltei a João Pessoa para presidir o Betel há quatro anos e louvo a Deus por esta Casa. O Betel Brasileiro já se prepara o centenário e é uma casa de honra. Muito obrigada a todos e que Deus vos abençoe”, resumiu a missionária.

Fotos: Juliana Santos (CMJP)