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Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado na CMJP
12.09.2022
Redação

Foi realizada na tarde desta segunda-feira, 12, no plenário Senador Humberto Lucena da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) uma sessão especial proposta pela vereadora Helena Holanda (PP) para marcar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro) e os 22 anos do Centro Helena Holanda (16 de setembro), uma organização não governamental que oferece reabilitação acessível para pessoas com deficiências, com síndromes ou sequelas adquiridas em acidentes, e para pessoas idosas de João Pessoa e região metropolitana.

“O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência para mim é todo dia. Essa data foi criada para que haja mais conscientização da necessidade de respeito e de criar e respeitar leis para dar mais qualidade de vida às pessoas com deficiência. É preciso mais acessibilidade, não apenas em rampas e corrimões, mas na saúde, educação, no ir e vir, de poder ultrapassar os obstáculos com dignidade. Muito já foi feito, mas continuamos lutando por nossos direitos. Há um urgência para que as pessoas com deficiência sejam visíveis e não sejam tratados como coitadinhos. Eles têm direito a trabalhar, coordenar, presidir empresas”, disse Helena Holanda na abertura da sessão, destacando seu engajamento em prol da causa nos últimos 50 anos.

Na sequência, foi a vez de Helosman de Oliveira se pronunciar. Ele lembrou a promulgação, sete anos atrás, da Lei Brasileira de Inclusão, que ainda não foi posta em prática em forma de políticas públicas. “Infelizmente, no pós-pandemia, a ausência de políticas públicas para pessoas com deficiência se acentuou. Eu represento o Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência e no nosso cotidiano triplicaram as reclamações. Na Paraíba, mais de 75% da população com deficiência é analfabeta”, citou ele, recomendando que os paraibanos analisem se os candidatos têm em suas propostas a inclusão das pessoas com deficiência. Ele ainda afirmou que faltam médicos especializados nos problemas dessa população.

Já a vereadora Cris Furtado (Cidadania) concordou que faltam mecanismos mais eficientes de inclusão e atendimento às pessoas com deficiência e colocou seu mandato à disposição para a defesa da causa. “Há uma necessidade urgente de que as políticas públicas cheguem à ponta. Não dá mais para esperar por soluções que não chegam. Nós que estamos em espaços de poder temos a obrigação de termos esse olhar”.

Por sua vez, Carol Vieira, do Fórum Paraibano da Pessoa com Deficiência, lembrou do período em que foi atendida pelo Centro Helena Holanda e solicitou o auxílio das vereadoras Cris e Helena para uma audiência com o prefeito Cícero Lucena (PP) para discutir demandas do segmento junto à gestão municipal.

Nydia Holanda, coordenadora da Coordenadoria Especial da Pessoa com Deficiência, garantiu que as representações das pessoas com deficiência serão recebidas pelo prefeito da capital e se comprometeu a levar os problemas mais graves e urgentes ao conhecimento do secretário de Gestão Diego Tavares ainda esta semana.

Na sequência, Fátima Holanda, irmã da vereadora e presidente do Centro Helena Holanda, afirmou que a mesma luta da parlamentar está no sangue da família. “Nós fomos contaminados e também os profissionais da ONG que exercem seu trabalho com muito amor. Temos uma equipe multiprofissional dedicada à essa luta. Todos nós precisamos ser incluídos e é por isso que estamos aqui hoje”, resumiu.

E como a inclusão foi a palavra de ordem da sessão, a representante da Associação de Surdos, Elisângela de Lima, teve o auxílio de um intérprete de libras para se expressar na tribuna. “Há dificuldades para os surdos em muitos espaços, mas depois da pandemia, o uso de máscara nos impediu de compreender o que era dito e aumentou os problemas de comunicação”, disse, fazendo referência à leitura labial.

Um tema defendido na sessão foi a criação de uma residência inclusiva destinadas às pessoas idosas e aqueles que tenham deficiência intelectual ou sejam dependentes de seus pais e que ficarão sem assistência quando eles morrerem.

Também participaram da sessão Renata da Silva Martins, representante do Centro de Referência da Pessoa com Deficiência; Legi Pedro Freire e Rosinalva Ferreira, do Centro Helena Holanda; Socorro Alencar, do Grupo Mulheres do Brasil, entre outros representantes de entidades ligadas à defesa das pessoas com deficiência.

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