João Pessoa, 24 de junho de 2024
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Crenças e Cidadania no âmbito da fé, política e juventude são debatidas em sessão especial
27.11.2023
Cybele Morais
Juliana Santos

Vereador Carlão (PL) foi o autor da propositura

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou na tarde desta segunda-feira (27), uma sessão especial para debater o tema “Crenças e Cidadania no âmbito da fé, política e juventude na cidade de João Pessoa”.

A sessão seguiu propositura do vereador Carlão (PL) que falou sobre a importância de debater o assunto. “Estamos em um tempo de ataque à fé cristã e, antes do próprio estado, existia a fé cristã e esse movimento de fé que formou o estado. Precisamos debater isso. A fé está na vida e no cotidiano das pessoas, a cidadania é aquilo que a gente exerce enquanto direito, respeitando também o direito do outro e quando colocamos esses três pilares, a fé como ato do ser humano de escolha, naquilo que ele entende na espiritualidade, a fé pode funcionar como um grande movimento de manifestação cultural. Se nós entendermos que a fé é essa manifestação cultural, que todos possuem a sua denominação religiosa, eles fazem parte de uma sociedade expressada por meio do estado, da política que cada indivíduo representa”, afirmou.

O vereador acrescentou ser muito importante debater como a política está sendo feita para a construção de uma cidade e um estado melhores. “Esse é o momento, pois a política é feita por pessoas que têm alguma comunicação, identidade com a cidade e daí a importância de se fazer uma boa política. Quando se faz uma política ruim, toda a cidade sofre e precisa existir esse compromisso da boa política, buscando o bem comum e nada melhor do que a juventude, que possui um papel preponderante, seja nas suas ferramentas enquanto manifestações nas redes sociais. Grandes jovens cientistas estão se levantando, através de uma boa educação, de metodologia de ensino, evidências científicas e mostrar um norte para essa juventude é essencial, porque amanhã são eles que estarão na política e nós precisamos enquanto Casa Napoleão Laureano construir tudo isso em harmonia”, acrescentou.         

O pastor da Igreja Batista, Fernando César, argumentou que a igreja evangélica evitava o debate político. “Hoje estamos levantando uma força política para poder trabalhar em função dos direitos daquelas pessoas que precisam ser defendidas dentro da sociedade. Se nós estivermos unidos, independente de placas de igrejas ou de religião, nós vamos poder ter pessoas que podem lutar para conquistar os objetivos necessários para que nós deixemos de sofrer”, defendeu.

Para o padre André Percival, pároco da igreja Nossa Senhora do Carmo, é preciso que todo cristão, seja ele católico ou evangélico, participe da vida política. “Isso faz parte também do meio da sociedade. Não podemos ser como Pilatos. Diante de tantas situações, não podemos nos calar e lavar as mãos e por isso a igreja incentiva os seus fieis a participarem da vida política do nosso país e do nosso município. Há uma junção muito forte entre a fé e a política, porque a maioria dos cidadãos brasileiros é cristã. Precisamos, sim, falar aquilo que está dentro da nossa fé, que não é uma dicotomia entre a vida dentro da cidadania, como cidadão e a vida cristã, não há uma dicotomia, mas há uma junção e isso nós não podemos separar”, pontuou.      

Por sua vez, o presidente do Partido Liberal (PL) Jovem, Felipe Matheus, comentou que o Brasil foi fundado pela fé cristã, católica a princípio, e que não unir a política com as crenças mais pessoais é um erro. “Como pedir para um católico ser católico em casa, mas não na sua atividade pública, no seu trabalho e no seu dia a dia? é um contrassenso e discutir temas assim faz com que a gente reflita sobre essa questão”, declarou.       

“A sociedade brasileira hoje passa por momentos obscuros, em que a política e o judiciário enfrentam problemas e momentos de debate como esses são de suma importância. Nós temos que ter muito cuidado com os discursos de ódio e a religião sempre foi a base da sociedade, assim como a família e os dois estão entrelaçados. Debates como esses só fazem a gente pensar no que precisa ser mudado”, concluiu Jonathan Barbosa, coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Maurício de Nassau João Pessoa.

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