João Pessoa, 20 de agosto de 2026
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Vereador lamenta suspensão das atividades da CPI do Esgoto
20.08.2026
Damião Rodrigues
Olenildo Nascimento

Ícaro Chaves (Podemos) informou que vai recorrer da decisão do TJPB

Da tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), na sessão ordinária desta quinta-feira (20), o vereador Ícaro Chaves (Podemos) lamentou a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) de suspender a CPI do Esgoto. O parlamentar, que preside a Comissão Parlamentar de Investigação, defendeu sua legalidade e garantiu que vai recorrer da decisão.

“Subo a esta tribuna com indignação. Após aprovarmos os trabalhos da CPI através da qual vamos investigar os esgotos da nossa cidade, recebemos a notícia da suspensão de nossa investigação. Essa Casa vai recorrer e provar na Justiça que existe um plano de trabalho objetivo e aprovado por unanimidade pelos parlamentares. Esta CPI não vai investigar nenhum órgão especifico, ela investiga um fator ambiental ocorrido no território da cidade de João Pessoa, sobre a qual esta Casa tem competência constitucional para fiscalizar. Vou continuar falando dos esgotos, porque eles continuam correndo para nossos mares, nossas crianças continuam adoecendo e os turistas continuam cancelando as passagens para virem à nossa cidade. Confio na Justiça e sei que o povo terá a resposta que espera desta Casa”, asseverou.

Em aparte, o vereador Bruno Farias (Avante) ressaltou que o mandato de Ícaro Chaves sempre teve como pauta a luta pela preservação do meio ambiente, sobretudo no que tange à balneabilidade das águas da cidade. “Estranhei uma decisão da Justiça baseada em uma entrevista, onde muitas vezes as palavras não são colocadas com a exatidão que merecem. As decisões políticas e administrativas desta Casa são baseadas em documentos. A CPI surgiu do objeto determinado através de requerimento, que estabelecia os limites das investigações. Tenho certeza de que o Tribunal vai reconhecer que houve um erro. Erros existem e devem ser corrigidos, espero que haja esta correção. Não é mais possível conviver com esse crime dos esgotos sendo despejados nos mares e rios da nossa cidade. Precisamos de respostas para que todos sejam responsabilizados e paguem pelos crimes cometidos”, arguiu.

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