João Pessoa, 19 de maio de 2024
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Parlamentar reafirma posicionamento contrário ao projeto que disciplina a ‘Via Folia’
30.08.2023
Clarisse Oliveira
Olenildo Nascimento

Para Junio Leandro (PDT), a Associação Folia de Rua deve continuar na organização do evento, como vem fazendo há 30 anos

O vereador Junio Leandro (PDT) reafirmou seu posicionamento e seu voto contrário ao projeto que disciplina a ‘Via Folia’, aprovado na última quinta-feira (24). O parlamentar foi o terceiro orador da sessão ordinária desta quinta-feira (30), da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Para o parlamentar, o projeto exclui da organização do pré-carnaval a Associação Folia de Rua. “Esse projeto tem como principal ponto negativo praticamente eliminar a Associação Folia de Rua, que é a entidade histórica que faz nosso carnaval de rua há 30 anos. A partir do momento em que o projeto diz que vai ser criada um comitê, composto por secretarias do município, mas não contempla as pessoas do Folia de Rua, eles estão sendo excluídos”, avaliou, criticando ainda a rapidez com que o projeto foi apreciado na Casa.

De acordo com o parlamentar, o órgão criado pelo projeto é quem vai organizar os trios, os produtos a serem vendidos, além das atrações da festa. “É ele quem vai fazer toda a organização do Folia de Rua. Ele tem, sim, o poder nas mãos para privatizar, de fazer carnavais com cordões de isolamento. O projeto não vai colocar lá que privatiza, óbvio, mas ele dá esse poder a quem estiver à frente desse órgão ou dessa comissão”, afirmou Junio Leandro.

“Sou contra porque acho que o Folia de Rua vem fazendo esse carnaval há 30 anos e quem deve gerir a folia para o povo é essa associação”, reiterou o parlamentar.

O vereador Marcílio do HBE (Patriota), autor da iniciativa aprovada na Casa, defendeu o projeto. “Eu jamais iria apresentar um projeto que iria causar um mal ao cidadão pessoense”, enfatizou o parlamentar.

Os vereadores Zezinho Botafogo (PSB) e Bispo José Luiz (Republicanos) também defenderam o projeto aprovado, mesmo tendo votado pela abstenção à época da votação. “Confesso que me abstive, porque não entendi. Depois conversamos e entendi que esse projeto não é privatização, não é atraso, é avanço para a cidade e para os envolvidos”, afirmou Bispo José Luiz, enfatizando que o projeto não vai prejudicar a cidade nem o evento.

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