João Pessoa, 21 de outubro de 2026
CMJP aprova Distrito de Economia Criativa no Centro Histórico da Capital
03.12.2024
Clarisse Oliveira
Olenildo Nascimento

Na votação, ainda foi aprovado projeto que institui o Orçamento da Criança e do Adolescente no município de João Pessoa

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou 22 matérias legislativas durante a votação ocorrida na sessão desta terça-feira (3). Dentre elas, está o Projeto de Lei Ordinária (PLO) que estabelece diretrizes para a implantação do Distrito Municipal de Economia Criativa no Centro Histórico da Capital e o que institui o Orçamento da Criança e do Adolescente no município de João Pessoa.

Segundo o PLO 1836/2023, de autoria do vereador Zezinho Botafogo (PSB), o Distrito de Economia Criativa tem como objetivo fomentar a inovação, a cultura e o empreendedorismo, de forma a promover a revitalização econômica e cultural da região. A matéria define Economia Criativa como o conjunto de atividades que se baseiam no capital intelectual e cultural, valorizando a criatividade, inovação e expressão cultural.

De acordo com a norma, o Executivo Municipal deverá desenvolver planos e programas que incentivem a instalação de empreendimentos criativos, capacitação de profissionais e fortalecimento de redes colaborativas no Distrito de Economia Criativa, além de oferecer incentivos fiscais e facilidades para a regularização de empreendimentos e atividades de Economia Criativa, como forma de atrair investimentos e estimular o desenvolvimento econômico do local.

Nesse sentido, o plenário ainda aprovou o PLO 103/2021, que dispõe sobre a instituição do Programa Municipal de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar e o PLO 1839/2023, que institui a Política Municipal de Incentivo à Comercialização de Produtos Culturais nos Mercados Públicos de João Pessoa, ambos também de Zezinho Botafogo.

Executivo Municipal

O PLO 2275/2024, que institui o Orçamento da Criança e do Adolescente (OCA) no município de João Pessoa, foi aprovado de forma unânime. De autoria do Executivo Municipal, a iniciativa tem como objetivo promover a eficiência, transparência, fiscalização e controle da gestão fiscal na execução de políticas públicas destinadas às crianças e adolescentes. Para o vereador Renato Martins (Avante), esta é uma medida desburocratizante. Segundo Odon Bezerra (PSB), o orçamento vai proporcionar “dignidade e maior proteção às crianças e aos adolescentes”, destacou.

“Quando a gente cria um orçamento, estamos mostrando que recursos públicos serão direcionados e certas carências serão atendidas. Espero que o conselho faça bom uso dos recursos, ampliando e democratizando os investimentos. Vejo como extremamente necessário esse orçamento, de modo que parabenizo todos os vereadores e o chefe do Executivo Municipal”, declarou Carlão (PL). A vereadora Eliza Virgínia (PP) ainda solicitou que o Conselho Municipal Direitos da Criança e Adolescente “olhe igualmente para todas as instituições” e democratize a participação das pessoas nas audiências realizadas.

De autoria do Executivo Municipal, ainda foram aprovadas realocações orçamentárias na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), no valor de R$1.273.701,00 e R$ 6.699.000,00; na Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab), no valor de R$ 1.729.605,75; na Secretaria de Gestão Governamental/Superintendência de Limpeza Urbana (Segov-EMLUR), no valor de R$ 13.287.656,63. Também foi aprovado abertura de crédito especial na Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Sedec), no valor de R$ 1.361.568,28.

Aumento do número de emendas parlamentares

Os vereadores também aprovaram a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) 14/2024, que aumenta de 10 para 20 a quantidade de emendas individuais de execução orçamentária e financeira obrigatória, as chamadas emendas cidadãs. “Não estamos alterando o valor, apenas a quantidade de emendas para atender um número maior de instituições. É uma medida para promover um equilíbrio, já que houve aumento orçamentário, de acordo com o orçamento da cidade”, explicou o presidente Dinho (PSD). O presidente enfatizou ainda que não há mudança na vinculação de 50% do valor das emendas para a área da Saúde.

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